Glória e pecado andam juntos?

Há um tempo atrás, o Senhor expos uma área obscura da minha alma. Ele me revelou que eu carregava em meu coração preconceitos que eu não imaginava. Como é que eu nunca me dei conta desse pecado? Não me senti digna do meu chamado missionário!

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Conversando com a minha líder, ela me mostrou que esse pecado não era algo que tinha surgido de uma hora para outra. Estava arraigado em mim e eu não precisava tentar me livrar dele correndo como uma pré condição para voltar a ser uma serva de Deus. Deus sempre soube desse meu pecado e, mesmo assim, me amava e abençoava outros por meu intermédio.

Deus não precisava me consertar para eu continuar sendo merecedora do amor dEle. Nosso relacionamento nunca dependeu do meu desempenho como cristã. O Senhor aguardou para intervir e me confrontar no momento que eu estivesse pronta para lidar com aquela área da minha vida.

Os preconceitos continuam dentro de mim, mas a consciência da existência deles me ajuda a combatê-los a cada dia. O mais importante é que eu compreendi que a graça de Deus é muito maior do que todos os meus pecados. Porque “onde o pecado abundou, superabundou a graça.” (Rom. 5:20)

Jesus nos salvou por meio da fé e o Espirito Santo nos guia a toda verdade e bondade à medida que o deixamos crescer em nós! Essa é a misteriosa graça de Deus. Porque Jesus veio e está vivo temos acesso à salvação e somos santificados!! Cristo em nós é a esperança da glória!!

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Canção do dia:

“Antes de falar” do Marcos Almeida

https://www.youtube.com/watch?v=yyB1f7C8t6Y

“What a beautiful name” da Hillsong

https://www.youtube.com/watch?v=nQWFzMvCfLE

“O come to the altar”

https://www.youtube.com/watch?v=NnPOYXMVFzc

A poda de Deus

Muitas vezes, achamos que as coisas já estão suficientemente boas e queremos ficar confortáveis e viver na inércia. O problema é que a lei da entropia nos afeta espiritualmente: nunca permanecemos estáticos. Ou buscamos a Deus e crescemos, ou somos levados pela vida e nos afastamos do Pai e de Seus propósitos.

Deus sempre quer que caminhemos de glória em glória. Por isso:

 “Se a sua vida está produzindo algum fruto, Deus irá intervir e te podar. Caso necessário, Ele correrá o risco de você não entender Seus métodos e motivos. Seu propósito é o de cortar fora compromissos imaturos e prioridades menores para que sobre mais espaço para a abundancia da Sua glória” (minha tradução) (Segredos da Vinha do Bruce Wilkinson)

Essa poda é bem difícil. Temos que abrir mão de hábitos, pessoas e sonhos e confiar no caráter e nos planos de Deus. Mas a boa noticia é que, quanto mais rápido colocarmos os desejos do nosso coração no Seu altar, mais rápido cresceremos e daremos frutos. Posso testificar isso por experiência própria.

Alguns anos atrás, um ramo brotou na minha vida, cresceu e se tornou muito importante para mim. Estava tão apegada que o mantive mesmo depois de ele ter deixado de ser frutífero. Não conseguia discernir sua podridão e o mantive ali, “parado”, sugando minha energia.

Certo dia, algo fora do meu controle declarou a morte do ramo e fui confrontada com a verdade. Se eu o mantivesse, ele me contaminaria. Era preciso cortá-lo de vez. Não havia escolha! Mas por que Deus tinha permitido aquela situação? Estava doendo…

Atordoada, derramei meu coração diante do Pai. Eu queria uma explicação ou uma palavra de consolo. Mas, contrariando minhas expectativas, Deus me deu uma imagem dEle voando comigo numa asa delta pelo mundo e trazendo bênçãos.

Foi tão especial! No meio da dor, O Senhor renovou o meu chamado e me fez focar novamente em quem Ele era e no plano que Ele tinha para a minha vida! Eu não deveria ficar remoendo a perda do ramo podado, mas voltar a me ver como árvore plantada na rocha do Senhor. Precisava redirecionar minha energia e dar muitos frutos.

Às vezes, as coisas que mais desejamos e das quais achamos que dependemos são justamente as coisas que Deus precisa tirar de nós. Permanecer na zona de conforto traz o acúmulo de ramos infrutíferos e nos torna pesados e inflexíveis demais para voar com o Senhor. Precisamos deixar Ele nos podar.

Hoje, te encorajo a pedir que Deus tire de você os pesos na sua vida. Não tenha medo! Confie nos métodos do Senhor. Ele realmente tem o melhor para cada um de nós!!

1.Eu voando de asa delta no Rio de Janeiro 2. o slogan do programa “O grande perdedor”, no qual quem mais perde peso é o vencedor.

Canção do dia:

‘Come away” do Jesus Culture (Deus me chamou para missões com essa canção):

https://www.youtube.com/watch?v=ZZoOfGiqZ7Y

Vídeo de uma simulação de viagem ao mundo da Disney:

https://www.youtube.com/watch?v=JJz7D7nMhsE

Não é demais?? Parte II

No último post, falei sobre como Deus me ensinou a receber com mais leveza Suas bênçãos abundantes e a deixar de tentar controlar tudo, confiando que Ele estaria cuidando de mim. Hoje, quero falar sobre como Ele me ensinou a ser mais generosa. Seu propósito em me dar muito nunca foi simplesmente me mimar. Ele queria me transformar em Seu canal de bênçãos.

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No inicio do ano passado, senti de dar o meu laptop para uma amiga da base. Mas, ao mesmo tempo, ficava me questionando se era coisa da minha cabeça, se ela merecia esse presente, se ela realmente precisava já que ela já tinha o dela…

Na mesma semana, minha líder sugeriu que eu comprasse um laptop melhor e desse o meu para outra pessoa. Essa sugestão da minha líder não me pareceu vir por acaso. Ainda assim, estava muito hesitante. No fundo, não queria dar nada e não queria ter um laptop melhor. Meu computador me servia perfeitamente e eu achava “errado” desperdiçar dinheiro com aquilo… Mesmo assim, sabia que precisava pedir a orientação de Deus. Como não recebi a confirmação que esperava, não tomei qualquer atitude. Mas, por meses, aquela ideia não saiu da minha cabeça.

Quando finalmente fui conversar com a minha líder sobre esse meu conflito interior, ela me mostrou que eu não estava andando em liberdade e que isso me fazia sofrer. Diante dessa confrontação, decidi dar meu laptop, mesmo sem ter certeza se era da vontade de Deus. Era melhor errar por excesso de generosidade do que segurar algo que Deus queria que eu desse.

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Algumas semanas depois, finalmente comprei o laptop chic. Apesar de eu ter resistido em comprar um laptop mais caro, por achar que eu não precisava daquilo tudo, senti que era necessário dar um passo de fé. Precisava me desapegar e aceitar a generosidade de Deus.

Logo depois, fui a uma conferencia da Jocum e, ao encontrar a colega que veio me buscar no aeroporto, senti que deveria dar aquele novo super laptop para ela. Ela era da base local da JOCUM, mas eu nem a conhecia e a as minhas dúvidas de antes voltaram. Era demais? Eu não gostava dela tanto assim. Se eu achava que aquele laptop já era demais para mim, como eu iria dá-lo para alguém que eu acabava de conhecer? Fiquei vários dias me corroendo de novo…

Contudo, Deus queria me mostrar uma nova maneira de ver as coisas. Eu estava guardando meu dizimo para porque queria ajudar uma pessoa que estava em dificuldade, mas Deus me mostrou que o meu papel não era resolver o problema financeiro das pessoas: “Ela não está nessa situação por causa de dinheiro. Eu não quero que você ‘resolva’ o problema dela, mas que você dê seu dizimo na forma do laptop”. Mais tarde, Ele me revelou: “Eu não te dou tudo o que você tem porque você merece ou precisa, mas porque eu te amo. E eu amo essa menina tanto quanto eu amo você.”

Contei para essa nova amiga o que Deus tinha me dito e dei o laptop para ela. Foi lindo! Ela disse que nunca tinha recebido um presente tão grande e que ela vinha lutando, nos últimos tempos, para ver a bondade de Deus. Esse presente veio no momento certo porque seu laptop já não estava suportando os programas da escola da bíblia e ela não sabia o que fazer…

Deus estava realmente agindo naquele processo. Ela pode experimentar o amor e a providencia de Deus de maneira poderosa e eu pude enxergar que tinha recebido muito para dar muito. Deus estava me mostrando que eu não era pobre e miserável. Eu podia ter muito e presentear a mim e a outros! E, porque eu estava seguindo a vontade do Pai, meus gestos eram lindos sacríficos de louvor para o Reino de Deus!

Olhando para trás, vejo que, no inicio desse processo, queria limitar e controlar as transformações que Deus queria fazer na minha vida. Eu estava com medo de errar e sofrer. Mas, pouco a pouco, deixei Ele me guiar no novo mundo que tinha para mim. Ao final, consegui ver a beleza do “mundo de Deus” e já não estava me movendo por medo, mas por gratidão e alegria!

Senti enorme liberdade quando pude confiar na fidelidade do Senhor e não no meu controle das circunstancias. Ele me mostrou que eu não era responsável pelo mundo e que Ele não precisava de mim para resolver as questões na minha vida e na vida dos outros. O que Ele esperava de mim era que eu pusesse tudo no Seu altar para que Ele tomasse as decisões. A mim, cabia apenas segui-Lo. Assim, eu estaria sendo fiel e praticando a justiça.

Canções do dia:

“Em nome do Senhor Jesus” do Vencedores Por Cristo

“holding nothing back” do Jesus Culture

https://www.youtube.com/watch?v=ARVa7OMiiPU

Não é demais?? Parte I

Muitas pessoas imaginam que a vida cristã é sem graça e que os crentes nada mais fazem do que ir a uma igreja todo domingo e cumprir um monte de regras. Mas, pra mim, essa vida é tudo menos sem graça, literalmente! Para falar a verdade, nós é que limitamos a Deus, achando que o que Ele quer é louco demais ou difícil demais…

Hoje, quero compartilhar com vocês como o Senhor tem me desafiado e renovado minha mente, em especial na área financeira. Não vou mentir: tremi na base e resisti a alguns pedidos e convites de Deus. Mas, de pouquinho em pouquinho, fui andando em fé e vendo que o que Deus tinha para mim era, de fato, bom.

Sempre fui uma pessoa econômica, que procurava manter uma reserva para uma eventual necessidade. Creio que é importante sermos bons mordomos das riquezas que o Senhor nos confia. Contudo, Deus queria que eu fosse ainda mais livre para desfrutar seus presentes.

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No ano passado, fui chamada a viajar muito. Algumas viagens me levaram para conferencias, outras para trabalhos pontuais (visitei campos de refugiados na França e no Líbano) e outras para ver a família. Todas estavam alinhadas com os propósitos da JOCUM. Porém, a cada nova oportunidade e desafio, eu resistia.

Por mais que eu ame viajar, evangelizar, encontrar pessoas e ver os frutos do meu trabalho, eu me segurava para não gastar muito dinheiro. Parte de mim não estava livre para receber o que Deus queria me dar. Meu “instinto economizador” e o meu medo de errar me travavam.

Que loucura: eu achava que Deus estava querendo me dar demais. Eu não achava justo ou sábio “curtir a vida” tanto assim. Como é que eu poderia ter tanto enquanto outros estavam com dificuldades? Como é que eu poderia gastar tanto em tão pouco tempo? E se eu estivesse exagerando? Eu perderia tudo? O que os outros iriam pensar?

Eu resistia e ficava tentando frear os planos de Deus. Contudo, o Senhor me mostrou que Ele não cobrava de mim ser responsável pelo meu sustento: o importante era agir em obediência e confiança. A ideia de que eu tinha que me mover em “equilíbrio” acima de tudo era uma mentira, não advinda do coração do Pai, mas da filosofia grega que permeia a cosmovisão ocidental.

Naquela cultura grega, era preciso adorar a Dionísio (deus do teatro, do vinho e da emoção) e a Apolo (deus da austeridade e da razão) de uma forma dualista. Em alguns momentos, se adorava a Dionísio com encenações e orgias e, em outros, a Apolo, por meio da abstenção de prazeres e até jejuns. Assim, as pessoas viviam numa eterna tensão que eles chamavam de equilíbrio.

Já o nosso Deus nunca nos disse para compensar uma coisa boa com uma má, nem para nos penalizar depois de termos curtido demais. Deus nos promete vida abundante! Ele nos chama para irmos com tudo: devemos nos gastar, nos doar, receber seus presentes por completo, para vivermos de glória em glória.

Eu estou aprendendo a receber e a dar segundo a vontade de Deus e não de acordo com os meus critérios limitados. Aos pouquinhos, Deus tem me libertado dos medos que me seguravam e hoje posso dizer que consigo aproveitar Seus presentes muito mais. Nosso Deus é muito bom! Ele quer que desfrutemos a vida abundante com Ele.

Vídeo legal “CUIDADO: O Medo adora Roubar Sonhos! As melhores coisas da vida estão do outro lado do medo!”:

https://www.youtube.com/watch?v=JEGh_5Y2NeE

Novo desafio: Plantar uma igreja

Tudo começou com um grande milagre! Há pouco mais de um ano, uma jovem Indiana estava muito doente: não podia andar, falar e os médicos tinham diagnosticado pouco tempo de vida. Sua mãe, desesperada, procurou por pessoas de outras religiões para que orassem pela filha.

Essa foi a porta de entrada para o Philip apresentar as boas novas e a cura de Jesus. Quando ele orou, Deus agiu e a moça se recuperou por completo. Em poucas semanas, ela já estava estudando para uma prova da residência médica e tirando uma boa nota.

Diante dessa demonstração do poder e do amor de Deus, o Philip, jocumeiro como eu, passou a visitar mãe e filha e introduzi-las ao evangelho. Mais tarde, ele me convidou para acompanhá-lo e passei a encontrá-las esporadicamente. Meses depois, quando a jovem precisava tirar notas altas para passar na residência médica, a família ficou muito ansiosa. A mãe sentiu a necessidade de buscar a ajuda de Deus novamente e passou a vir à nossa casa todos os dias. Ela queria receber oração para que a filha tivesse sucesso e para que Deus lhes desse paz. Passamos a ter uma presença constante na vida delas. Orávamos e compartilhávamos sobre a Palavra e a natureza da nossa fé.

Um dia, ela começou a trazer pessoas de diferentes fés para serem evangelizadas por nós. Ela via que tínhamos algo especial e queria que outros também tivessem vida e alegria. Ficamos muito felizes e animados com essa novidade!

Sem saber bem como lidar com ela e as pessoas que estávamos evangelizando, o Philip e eu fomos falar com a nossa líder, Rosana, e pedimos por direção para os próximos passos. Então ela disse: “Abram uma igreja multicultural com uma equipe de lideres”.

Eu fiquei surpresa porque sempre imaginei que, para ser um(a) pastor(a), uma pessoa precisava ser muito experiente e espiritual. Achei que não estava à altura. Contudo, percebi que não se tratava de ter uma estrutura e ser uma super pastora. O importante era acolher pessoas que num culto tradicional não teriam condições de entender o evangelho.

No caso, a senhora indiana tem a tendência de nos idolatrar. É preciso muito esforço para mostrar a ela que não somos “pessoas iluminadas” e, sim, amigos de Deus. Por mais que a estimulemos a conhecer Jesus pessoalmente, a cosmovisão hindu e as pressões da sua comunidade são barreiras que ela ainda não consegue superar. Sua identidade pessoal e comunitária ainda está muito presa ao hinduísmo e o processo de transformação é lento.

Diante do desafio e da responsabilidade de plantar uma igreja multicultural, pedimos à Deus que nos mostrasse um local, a quem chamar e estratégias para a equipe. Aos poucos, sentimos a Sua orientação e ficamos encorajados com o que estava por vir.

Para mim, Deus trouxe à mente o encontro de Jesus com a mulher do poço (João 4:7-30, 39-42) e senti o amor dEle por essas pessoas. Apesar dessa mulher ser considerada apenas uma mulher promiscua, no seu encontro com Jesus ela percebeu que a graça de Deus era muito maior que o Seu pecado. O Senhor a conhecia profundamente e ela não precisava mais se esconder. Seu amor foi grande o suficiente para redimi-la e dar propósito à sua vida.

Senti que Deus estava nos pedindo para ir atrás de pessoas muito feridas, pessoas muitas vezes invisíveis e que precisam ser tocadas pelo evangelho. Pedi a Deus que nos enchesse de compaixão e nos desse esse amor que destrói barreiras e traz vida nova.

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Desde então (setembro de 2016), temos nos apegado a essa e outras palavras quando as coisas ficam difíceis e não vemos os frutos do que estamos fazendo… Hoje te convido a ser parte desse projeto em oração! Peça à Deus que toque as pessoas à nossa volta e que nos use como seus instrumentos, dando-nos fé, perseverança, estratégias e, sobretudo, amor pelos filhos dEle.

Deus abençoe vocês!!

Raiz da idolatria

Meu tempo na Grécia não foi só um tempo de descanso e de família: aproveitei para aprender coisas novas. Como boa nerd bíblica, usei esse tempo para conhecer alguns aspectos da cultura do Novo Testamento. Em especial percebi como a idolatria funcionava e me comovi ao ver quão escravizados eram os povos idólatras e como eles viviam em eterna tensão.

Muitas vezes imaginamos a idolatria como algo esdruxulo, com gente se ajoelhando diante de estatuas e fazendo rituais bizarros.  Mas não nos damos conta do quanto esses povos pagãos sentiam a necessidade de seguirem esses rituais. Vendo tantas imagens e ouvindo sobre essas praticas, percebi que os gregos e tantos outros povos não sentiam segurança nenhuma na natureza.

Eles não viam a natureza como a criação de um deus bondoso, amoroso e santo que queria se relacionar com eles e co-criar coisas boas. Eles se criam reféns de destemperos de deuses mimados que tinham controle sobre as suas fontes de existência. Eles sentiam que precisavam apaziguar os deuses para continuar a viver, mas, mesmo que sempre tentassem fazer tudo certo, poderiam cometer um erro e algo acabar mal.

Eles viviam numa tensão constante e chegavam a extremos (muitos sacrifícios e rituais precisos) para sentirem que tinham o “direito do favor dos deuses” em suas questões. Mas nunca sabiam ao certo o que ocorreria. Havia a chance de que um ou mais deuses não estivessem satisfeitos e destruíssem tudo.

Para mim, essa existência baseada no medo parecia assustadora. Mas hoje, refletindo um pouco, me dou conta de que essa insegurança quanto ao amanha e o temor da possível destruição iminente continuam nos levando à idolatria e nos afastando do único Deus. Uma parte de nós não consegue descansar na presença de um Deus bom. Não conseguimos crer que nosso Deus é pai e que tem o melhor para nós.

Sentimos que somos “órfãos de Deus” e que temos que “garantir” que as coisas corram bem. Assim, buscamos  e servimos os “deuses” que nos dizem o que precisamos fazer para sermos “bons o suficiente”. Seguimos esses ídolos porque eles nos prometem o controle sobre nossas próprias vidas. Por temor de que as coisas deem errado, fazemos tudo o que eles nos pedem na esperança de, um dia, termos tudo o que queremos e sermos felizes.

O que não enxergamos é que, ao darmos ouvidos a essas vozes e seguirmos suas formas de viver, nos distanciamos de Deus e do paraíso que Ele criou para nós. Não conseguimos mais saborear o fruto da arvore da vida. Nos deixamos escravizar por mentiras e exigências dos nossos ídolos e fazemos rituais tão ou mais absurdos que os dos gregos antigos.  Esses rituais sugam nossa vida e nos fazem crer que somos pobres escravos das forças desse mundo.

Por não crermos o suficiente em Deus, ficamos lutando para tentarmos ser o que Ele já nos disse que somos. Insistimos em fazer as coisas do “nosso jeito”. Ficamos correndo atrás do vento, atrás de aceitação, sustento e vida em toda a sua plenitude, embora Deus, em Sua graça, já nos tenha dado tudo de que precisamos e realmente queremos em nossos corações.

Fazemos dietas malucas e perigosas, nos matamos com exercícios e, algumas vezes, até fazemos cirurgias plásticas para ficarmos “bonito(a)s”, sendo que Deus já disse que fomos criados à sua imagem e semelhança. O mais irônico de tudo isso é que muitas vezes essas intervenções nos deixam até feios e com problemas de saúde.

Gastamos toda a nossa energia para ascendermos na pirâmide social e “sermos alguém”. Sacrificamos as pessoas, os princípios e coisas que são realmente mais importantes na vida, embora Deus nos tenha dito mil vezes que Ele nos ama e que somos escolhidos para nos relacionarmos com Ele porque somos seus filhos, seus herdeiros e que somos abençoados com todas as bênçãos espirituais para trazermos o Reino de Deus à Terra.

Buscamos afirmação por meio das mídias sociais e vivemos mascarando nossas inseguranças para parecermos “bons o suficientes” e assim recebermos curtidas. Mas acabamos tendo relacionamentos superficiais e vivendo em profunda solidão, apesar de Deus nos ter dado uma comunidade de irmãos em que todos devem  ajudar uns aos outros e amar incondicionalmente…

O inimigo está sempre nos prometendo que se fizermos o que ele nos diz seremos felizes e até nos aproximaremos de Deus. Ele repete a mesma estratégia que usou com Adão e Eva e, todos os dias,  tenta nos fazer duvidar de Deus e do que Ele nos diz. Assim, muitas vezes esquecemos que já estamos perto de Deus, já fomos escolhidos e temos promessas incríveis para nossas vidas, e nos enchemos de medo e seguimos a ídolos.

Te encorajo hoje não só a dizer que “acredita em Deus”, pois até os demônios creem que Deus existe, mas crer no que Ele diz sobre Ele mesmo e sobre nós. Ele é o caminho, a verdade e a vida!! Somos livres, não devemos nos deixar escravizar pelas mentiras do inimigo, mas confiar e obedecer ao nosso bom Deus, pois esse é o caminho para a verdadeira abundancia. Ele nos abençoou com toda sorte de bênçãos espiritais. Descansemos nisso!

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Canções do dia:

“Senhor do Tempo” pelo Paulo Cesar Baruk:

https://www.youtube.com/watch?v=o6EvTcKrQdQ

Good, good Father pelo Housefires

https://www.youtube.com/watch?v=NeBgGO53hbA

 

 

 

Indo além do feio e vergonhoso

Depois de voltar da Alemanha, passei o mês de setembro aqui na base em um clima mais tranquilo. Sem tantas atividades, Deus tirou um tempo para trabalhar em mim ainda mais profundamente. Mas antes, recebi uma promessa sobre o que estava vindo: “esse é um tempo em que Deus vai revelar a sua beleza e desabrochar mais revelação de identidade”. Eu senti que isso significava que Deus tiraria de mim camadas que não era boas para mostrar a obra prima dEle.

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Alguns dias depois, antes do retiro da nossa base, Deus começou a esboçar o que Ele queria fazer. Nossa líder disse: “o mal em nós nos deixa insensíveis, precisamos que o Senhor nos toque e dê vida”. No dia seguinte, durante a intercessão, uma palavra me impactou: “precisamos desaprender o que achamos que sabemos para Deus construir o novo em nós.”  Entendi que Deus estava mostrando que tínhamos pecado e morte em nós e que precisávamos nos arrepender e nos entregar para recebermos cura e a nova vida …

Particularmente, me dei conta de que existem mentiras que estão na base da minha cosmovisão e me impedem de ver quão bom o Senhor é. Eu me perco ao permanecer com a ‘minha bondade’, que, no fundo, não é bondade, e não consigo receber tudo o que vem de Deus com os braços abertos. Deus me mostrou que se eu continuasse tentando controlar a minha vida para fazer tudo “certinho” à minha maneira, eu teria uma realidade tediosa e sem relacionamentos vivos.

Movida por esse novo entendimento, pedi a Deus que me resgatasse de mim mesma. Logo depois, uma amiga veio me dar uma palavra: “O Senhor é refúgio para os oprimidos, uma torre segura na hora da adversidade. Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, Senhor, jamais abandonas os que te buscam”. (Salmos 9:9-10). Eu precisava confiar em Deus, Ele era a minha segurança e nunca me abandonaria!!

Durante o retiro, uma menina recebeu uma palavra para todos nós: “nós estamos em um rio e podemos decidir quanto entrar. Nossa cabeça ainda esta fora da água e Deus está nos chamando para irmos contra nossos instintos de nos mantermos fora d’agua para mergulharmos nEle.” Logo depois, uma senhora deu outra palavra: “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne.” (Ezequiel 36:26) e disse “Deus está chacoalhando nossos corações para as pedras virem à superfície e Ele poder nos curar, transformar e libertar.”

Depois de toda essa preparação nos impulsionando a confiar e ir com tudo, o pregador, Alejandro Rodrigues, trouxe uma palavra muito simples. Deus é luz e nós precisamos ser luz! Para tanto, devemos passar por um processo de expor nossa escuridão e, nisso, precisamos enfrentar nossa própria oposição (nossos instintos não querem nossas más obras expostas). Mas, por mais que seja difícil, é necessário deixar a luz entrar porque o pior pecado não é o pecado em si, mas o ato de ocultá-lo, justifica-lo, compensá-lo ou tentar aparentar outra coisa.

Cada um de nós precisava decidir se queria se expor e ser vulnerável ou se tentaria manter áreas na escuridão. Deus estava nos compelindo a ir fundo, examinarmos nossos corações e tirarmos a sujeira para Ele habitar em luz em nós. Para mim em especial, Deus tocou na minha falta de confiança nEle e nos meus pais naturais e espirituais. Ele me mostrou como eu ainda estava aprisionada, devido a situações difíceis do passado que me fizeram parar de confiar nas pessoas e me encheram de medo. Eu consegui ver enxergar um pouco de onde a fonte de tudo isso e Deus me tocou. Deus veio com a chama de amor para derreter a minha frieza…

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Foi lindo ver como Deus estava abrindo antigas feridas que tinham sido tapadas. Naquele momento, Ele estava tocando e começando a curar. Foi muito impactante e sobrenatural. Deus estava nos purificando de toda a maldade, amargura e falta de amor para que andássemos mais profundamente na vida abundante dEle. Foi incrível, mas o teste para ver se eu e os outros tínhamos mudado veio depois do retiro. Estávamos diferentes?

Não sei bem, mas eu comecei a sentir um peso espiritual. Antigos inimigos voltaram para me testar: negatividade, rejeição e dúvidas. Mas Deus veio me encorajar de novo por meio de Isaias 54.  Nessa passagem, senti Ele dizer: alegre-se, aumente a sua tenda e não economize nos gastos. Não tema, você não será envergonhada novamente e nem se lembrará da vergonha da sua juventude. Eu, o Senhor dos exércitos celestiais, sou o seu redentor e Eu te chamo do seu luto… Eu vou te reconstruir!

Eu achei que Deus tinha feito tudo no retiro, mas agora era a “hora dos vamos-ver”. Ainda mais porque dentro de alguns dias eu ia encontrar com a minha mãe para nossas férias anuais. Parte de mim estava sentindo a pressão das coisas do passado, mas a outra estava decidida a seguir a Deus e confiar nas lindas promessas que Ele estava me dando. Deus tinha me mostrado que era hora de ser curada e ver minha beleza, mas eu precisava ir além do feio, dolorido e vergonhoso para chegar lá.

Então, fui para as minhas férias paradisíacas na Grécia com a minha mãe. Foi incrível! Deus trouxe muita coisa à luz e foi impactante. Minha mãe me contou várias historias e dificuldades da nossa família. Tomando conhecimento dessas coisas, pude ver tendências minhas que não vinham de mim, mas que eram heranças más que tínhamos que cortar e rejeitar… Deus estava expondo uma escuridão familiar que nos tinha aprisionado. Com a cura, tirou a força e a autoridade do pecado e da dor sobre nós em varias áreas.

O melhor é que isso era uma cereja no topo do sorvete. O Senhor já vinha trabalhando bastante na minha família no Brasil no último ano, só que eu só pude enxergar melhor naquele momento. Deus vinha curando problemas de relacionamentos na minha família e minha mãe pode me falar sobre como as coisas estavam melhorando em casa. Maravilhoso!!

Com toda essa transformação em mim e na minha mãe, pudemos aproveitar muito mais nossas férias: estávamos mais livres para ver as bênçãos, que não foram poucas. Vimos o que mais gostamos! Apesar de a minha mãe estar com o pé torcido e de bota, subimos montes, vulcões, nadamos no mediterrâneo (só eu nesse ponto), vimos vistas maravilhosas, museus incríveis, comemos comida grega e lemos algumas cartas do Novo Testamento no lugar em que elas foram escritas. Tudo de bom!! Vida abundante!!

Vale a pena deixar Deus tirar a sujeira do caminho para que possamos desfrutar a abundancia e a beleza que Ele tem para todos nós. Hoje te encorajo a não se deixar intimidar pelo medo ou a vergonha. Deixe a luz de Deus expor a escuridão em você e seja liberto dela. Esse é o caminho. O arrependimento de pecados diante de Jesus é o único caminho para a vida!! Confie! Você não estará sozinho, não há nada que te separe do amor de Deus, Ele estará contigo e te mostrará o caminho.

Cançāo do dia:

“My name is” do Matthew West

https://www.youtube.com/watch?v=GdVZ3JdthFM

Lindo filme:

“Até o último homem” que recomendo e mostra uma grande vitória sobre o medo e muito mais:

https://www.youtube.com/watch?v=s2-1hz1juBI

E daí se as coisas derem errado?

Hoje quero compartilhar com vocês sobre uma série de eventos que se passaram comigo. Alguns foram maravilhosos e outros, difíceis e, aparentemente, fracassos. Mas quero mostrar como vi Deus agindo por meio deles para tocar algo mais profundo em mim e me levar para mais perto dEle.

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Em julho, estava pensando em como gostaria muito de rever duas grandes amigas, uma que vive na Alemanha e outra na Dinamarca. Na mesma época, senti de ver o meu pai e trabalhar em algumas áreas no nosso relacionamento, à luz do que Deus estava me revelando.

Nos dois casos, senti a “necessidade”/ vontade de vê-los, mas, na prática, não parecia ser possível. Nem pensei em pedir à Deus que movesse nessa área. Mas, “do nada”, meu pai me disse que teria uma reunião de negócios em Nuremberg, na Alemanha, em agosto e me chamou para passar um tempo com ele e ajudá-lo com o inglês na reunião.

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Deus abriu o Mar Vermelho!! Aceitei o convite e separei um tempo para ver a Alina antes de encontrar com meu pai. Tudo parecia perfeito. Comprei as passagens e programei tudo com eles. Eu chegaria em Frankfurt, viajaria de lá para Erfurt para ver a Alina, de lá iria para Nuremberg encontrar meu pai e depois voltaria junto com ele para Frankfurt e tomaria meu voo de volta para Londres. Parecia que tudo ia ser simples e fácil.

Na véspera da viagem, olhando melhor a passagem, me dei conta de que meu aeroporto “Frankfurt Hahn”, não era em Frankfurt, mas ficava a duas horas de Frankfurt. Além disso, o ônibus que ia para Frankfurt só saia a cada uma ou duas horas. Então me dei conta de que perderia o ônibus de Frankfurt até Erfurt e tive que repensar todo o trajeto.

Comprei com a Alina a passagem do ônibus do aeroporto para a estação de trem e paguei por uma carona para Erfurt em um outro ponto da cidade. Tudo isso às 10 da noite, sendo que eu viajaria às 6 da manha do dia seguinte. Um sufoco, mas conseguimos marcar tudo.

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Agora parecia que meus problemas tinham acabado e encontrei meu descanso. No trajeto para Erfurt até falei de Deus com a minha carona. Foi bem legal! Minhas energias sempre voltam quando compartilho sobre Jesus!!

À tardinha, cheguei em Erfurt, e passei um tempo muito gostoso colocando o papo em dia com a Alina. No dia seguinte, fomos passear pela cidade de bicicleta, ver os pontos turísticos, tomar sorvete e comer as especialidades alemãs. Foi um dia e meio que valeram por um mês de descanso, tudo foi muito gostoso!! Deus estava lá!

Aí peguei mais uma carona e fui para Nuremberg encontrar meu pai. Chegando lá, fomos almoçar e fui posta a par dos problemas que teríamos que discutir na reunião. Escutei tudo, fiz algumas sugestões e meu pai decidiu escrever o discurso.

Com isso, ele acabou tendo que passar um bom tempo no quarto do hotel e não pudemos ter o tempo de família que eu queria. O lado bom foi que consegui ver a cidade com a esposa de um dos amigos do meu pai e compartilhei sobre Jesus para ela. Mas confesso que fiquei um pouco frustrada porque não pude passar com meu pai o tempo que esperava.

Depois, tive que traduzir todo o discurso. Não foi a experiência mais divertida e “super espiritual”. Foi bem chato e fiquei sentindo que estava desperdiçando meu tempo na Alemanha com isso… mas aceitei que era o que tinha que fazer.

Na mesma viagem, quis fazer uma mudança de visual e fui em um salão fazer luzes. O problema é que a cabelereira era uma croata que quase não falava inglês e eu não sabia bem o que queria. Ao final, só sei que fiquei parecendo uma Barbie!! Fiquei em estado de choque e sem entender nada.

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Ao final de tudo, fui com meu pai para o aeroporto internacional de Frankfurt para ele pegar o voo dele. Lá, comemos, conversamos, e tivemos os 5 minutos do que eu realmente esperava dessa viagem de uma semana. Ele abriu o coração, me disse o quanto estava orgulhoso de mim e grato pela minha ajuda. Por mais que ele estivesse com a cabeça nos problemas durante aqueles dias, ele viu minha atitude e isso o tocou.

Então, fui pegar meu ônibus para o Frankfurt Hahn. Esperei a hora do ônibus e ele não veio, esperei um pouco mais na esperança de que ele estivesse atrasado, mas aí descobri que minha amiga se confundiu e não tinha ônibus naquele dia, naquele horário. Me bateu um desespero porque não daria para eu esperar o próximo ônibus por causa do horário do voo.

Perguntei aos taxistas quanto custava para ir ao Hahn e fiquei chocada. Então, olhei os voos do Frankfurt Internacional para Londres para ver se valia a pena trocar, mas os preços eram extorsivos e as escalas eram longas. Decidi então pagar o taxi e ir logo para casa. Estava bem cansada e tentando entender o que tinha acontecido nessa viagem.

Então comecei a refletir e Deus me mostrou que, por mais que as minhas expectativas não tivessem sido alcançadas, Ele estava lá comigo e usou tudo para algo bom e de mais relevância do que simplesmente um tempo gostoso na Alemanha.

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Porque perdi o ônibus para Erfurt, conversei com a minha carona por 1 hora e meia sobre Deus e como viver com Ele. Quem sabe o quanto essa semente de fé pode fazer na vida dela? Quando cheguei a Erfurt, tive um tempo maravilhoso, reencontrei uma das minhas grandes amigas, que não via a 1 ano e meio, e pudemos fortalecer nossa amizade.

Sobre o meu pai, Deus me mostrou que eu pude influenciar meu pai e os amigos dele a mudarem um pouco de perspectiva. Também pude ter um bom tempo para ir mais fundo com a esposa de um deles e pude convidá-la a levar uma vida com o Senhor durante o tempo que passeamos por Nuremberg.

Além disso, Deus me revelou que o que eu via como um “desperdício de tempo”, lidando com assuntos de negócios do meu pai, era, na realidade, um sacrifício de amor e que isso o havia tocado ainda mais profundo que uma boa conversa ou um passeio super legal. Eu estava servindo ao meu pai e isso tinha poder. Foi isso que tocou o coração dele e de Deus.

Por fim, a situação com a cabelereira e o taxista me mostraram que, sim, meus planos foram frustrados e deram errado, mas que isso não mudava nada. A cor do meu cabelo não muda o fato de que Deus e as pessoas me amam. O fato de eu ter pago muito mais do que eu gostaria no taxi também não muda nada; eu não vou passar dificuldades por causa disso. Deus sempre cuidou de mim e me deu em abundancia: posso simplesmente esperar que esse dinheiro abençoe o taxista.

É interessante ver o agir de Deus. Como eu disse no ultimo post, eu estava pedindo que Deus rompesse meu medo e meu desejo de controle. Bem, Deus definitivamente ouviu minha oração e fez a vontade dEle nessa viagem, usando os revezes e problemas.

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Eu sempre tive a tendência de ficar torcendo com todas as forças para que tudo desse certo. De certo modo, isso é normal, mas algo dentro de mim me dizia que se eu cometesse um erro “o mundo acabaria”. Era um medo desproporcional, que vinha de problemas de rejeição no passado.

Mas, ao cometer esses “erros” e ver que o amor de Deus e das pessoas por mim não mudou, pude sentir e crer mais no amor incondicional de Deus. Foram destruídas aquelas mentiras dentro de mim. É incrível como Deus moveu de forma grande e poderosa.

Muitas vezes pensamos que precisamos mais de Deus nas nossas vidas para que tudo dê certo, mas a verdade é que esse não é o objetivo. O objetivo de tudo é darmos mais espaço para Deus mover em nossas vidas e nos transformar. Como consequência, poderemos viver em mais liberdade e trazer bênçãos para as pessoas ao redor, o que certamente nos dará alegria e esperança mesmo em situações difíceis e “fracassos”.

p.s. A menina da Dinamarca que eu também queria rever veio para a Inglaterra e pode passar um fim de semana conosco em Novembro. Deus é bom demais!!

Canção do dia:

“Ele continua sendo bom” do Baruk

https://www.youtube.com/watch?v=c5U6FDoaCvQ

O mundo não está acabando!

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Ao final do Seminário Bíblico, me senti bem exausta emocionalmente. Apesar de estar enfrentando bem os desafios de cada dia, me sentia como se tivesse que fazer dar tudo certo apesar de estar num contexto que, na minha percepção, era caótico e desesperador. Senti que estava num filme apocalíptico.

A situação financeira, em especial, estava me tirando a paz. As duas missionarias que vieram nos ajudar com o seminário precisavam de dinheiro: a Cristina precisava pagar o tratamento de dente e a Juliana se casaria em alguns meses. Para piorar, não tínhamos o suficiente para pagar o aluguel e, como eu era a administradora da casa e do seminário, me senti responsável por resolver todos esses abacaxis.

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Acreditei que tinha que dar um jeito de fazer as missionárias felizes com uma boa oferta. Poderia usar recursos da escola e/ou do meu bolso, caso os alunos não pagassem suas taxas. Assim, coloquei sobre mim a responsabilidade por suprir todas as necessidades porque “era o que tinha que ser feito”.

Mas, ao mesmo tempo, sentia que não podia pressionar demais os alunos do seminário, porque, quando os aceitamos, sabíamos que não tinham recursos. Quanto aos obreiros, eu não podia forçá-los a pagar, pois aqui ninguém  trabalha fora e pode garantir que o dinheiro caia do céu.

Então, busquei por conselhos. Fui à minha líder para analisarmos a situação de cada um e ver o que poderíamos fazer em cada caso. Tentei manter a calma. Seguindo a direção dela, tive conversas delicadas com muitos dos nossos obreiros e pedi que fizessem o possível para arrecadar algo. Em alguns casos mais drásticos, quando percebi falta de fidelidade nas finanças, tive que exortá-los.

Assim, fui ativa e a provisão veio, glória a Deus! Mas, apesar de o “final da história” ter sido feliz, me dei conta de que estava recorrendo muito à minha força. Apesar de formalmente estar perguntando qual era a vontade de Deus, não confiei que Deus tinha o melhor ou que Ele cuidaria de nossa situação. Eu estava sendo movida por culpa e medo diante das necessidades e não estava focada na bondade do Senhor.

download copy 2Contudo, pela grande misericórdia de Deus, fui tocada por meio de uma canção do Casting Crowns, “Just be Held”. Com ela, Deus me mostrou que existia liberdade em me entregar e ser carregada por Ele. Quando ouvi “seu mundo não está acabando, mas se ordenando”, meus olhos foram abertos.

Entendi que o meu tormento naqueles dias era consequência de muito medo. Medo de fazer a coisa errada, medo de julgar pessoas, medo de decepcionar pessoas, medo de não estar me empenhando ou sacrificando o suficiente e medo de tudo dar errado. Todo esse medo me fez tentar encontrar “equações”, regras e parâmetros para julgar as situações e decidir quais atitudes eu deveria tomar.

Caí no engano dos Gálatas que, por medo, não confiaram que a graça de Jesus, agindo e se movendo neles, era suficiente. Por isso, quiseram acreditar que as “leis” do judaísmo eram pré-requisitos da salvação e perverteram o evangelho. Pela mesma motivação, não confiei que todos poderíamos ouvir a voz de Deus, segui-lo e sermos guiados ao bem. Achei que eu tinha que forçar as coisas a acontecerem e impor regras.

aid443330-700px-Know-When-You-Are-Acting-Passive-Aggressive-Step-1-Version-3O mais louco de tudo isso é que, ao mesmo tempo, algo em mim me dizia que eu tinha que ser uma “boa cristã” e caminhar em tranquilidade e confiança no Senhor. Assim, me segurei para não pressionar ou externar minha frustração e raiva, mas, por dentro, fiquei me corroendo e sentindo a pressão. Fiquei com medo de não termos dinheiro para cobrirmos nossos gastos e fiquei frustrada com as pessoas.

Mas Deus me mostrou que No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. É triste admitir, mas me dei conta de que ainda tinha medo dentro de mim; eu não tinha sido feita perfeita em amor. Eu estava caindo na armadilha da religiosidade.

Mas orei: Pai, a Sua lei é boa, traz vida e luz às situações, nos mostra o que está certo ou errado, mas te peço para ser guiada pelo Espirito. Não posso ser guiada pelo que eu entendo de justiça, pois a minha justiça me leva a por uma carga pesada sobre mim mesma e sobre os outros. É o Seu Espirito, é a lei do amor incondicional que nos dá nova vida. É a graça que nos ensina a caminharmos em retidão.

O Senhor está trabalhando, moldando os nossos corações e, em particular, me ensinando a não querer controlar tudo. Tenho a tendência de tentar aprender o método e andar em independência. Mas agora vejo nos livros de João que o medo está relacionado com punição. Há algo dentro de mim, minhas experiências passadas me dizem que se eu fizer alguma coisa errada tudo vai acabar e vai ser terrível.

Me perdoe Senhor, me ajude. Eu quero ser melhor, mas há tanto medo de desapontar, de fazer a coisa errada… Traga uma cura mais profunda em mim, me ajude a ver como o Senhor sempre cuidou de mim, sempre esteve ao meu lado me guiando e confortando. Encarne em mim a verdade de que seu amor é incondicional e nunca vai faltar. O Senhor me escolheu e me dá até mais do que eu tenho coragem de pedir. O Senhor quer me dar alegria, não me destruir.

Fora do Senhor, só há sofrimento e morte. Me dê a Sua mulher-aos-pes-de-jesusvida, me ajude a aproveitar/receber seus presentes! Já me deu e dá tanto. Me leve a ser fiel de acordo com a Sua perfeita vontade de amor e generosidade. Não quero ficar sobrecarregada com o peso do mundo. Não sou órfã, sou Sua filha e posso confiar no Seu amor.

Deus estava realmente trabalhando em mim, mas ainda não tinha acabado. Li Eclesiastes e fui impactada pela frase: Tudo é vaidade! Me dei conta de que eu estava me importando mais em ser sábia e em agradar alguns do que em seguir a vontade de Deus. Isso nada mais era do que vaidade.

Mas pus tudo diante do Senhor: Me perdoe por perder o foco e idolatrar o meu senso de justiça e o dinheiro.  O Senhor não nos comandou que fizéssemos tudo certinho e garantíssemos que tudo corresse bem. Seu maior mandamento é “amar o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”. Redima o meu dom administrativo e a minha vontade de ser fiel e fazer tudo certo. Eu preciso ouvir a Sua voz e receber a Sua direção para cada detalhe.

Me ajude a perseverar e obedecer quando for difícil ou não fizer sentido. Estou lutando e a minha alma resiste, mas preciso que o Senhor me liberte e se torne o Rei da minha vida. Pai, eu te devolvo a autoridade sobre a minha vida, minha mente, meu coração “I need to just be held”.

Quero concluir dizendo que Deus usou o seminário bíblico, sobretudo a Bíblia e toda a situação financeira, para revelar o que estava em meu coração, me convencer do pecado e me guiar a uma entrega e a um arrependimento mais profundos. Eu vi que não precisava controlar o mundo e garantir que todos tivessem o que eu julgava correto. Apenas precisava confiar no Senhor.

Afinal de contas, Ele é o dono de toda riqueza, a usa para seus propósitos e a distribui para sustentar seus filhos. Eu não posso ser Deus, eu não devo ser Deus. Querer caminhar controlando tudo e construir o “mundo perfeito da Rebeca” é vaidade minha e vem de um medo de não ser cuidada.

Preciso caminhar na dependência de Deus e das pessoas. Não posso deixar a religião me levar a esconder o pecado e viver de aparências. Preciso ver a minha realidade, expor o pecado e a dor. Só assim darei autoridade para Deus continuar restaurando a minha vida. Preciso crer e declarar: a graça é suficiente!

Creio que hoje Deus também quer te desafiar a deixar a luz dEle vir expor a escuridão do seu coração e te libertar de antigas cadeias. Não tenha medo, mas confie na graça e deixe Deus trabalhar! Você só precisa se deixar carregar por Ele.

Canção: “Just Be Held” do Casting Crowns

https://www.youtube.com/watch?v=HYqOv3S2-M0

Vídeo: “Obra prima de Deus” do Skit Guys

https://www.youtube.com/watch?v=mSGpdVI7Wd0

Como lutar contra o mal?

Nas primeiras duas semanas do seminário da bíblia, a líder da casa estava viajando e eu e a Hannah ficamos responsáveis por manter tudo correndo bem. Aparentemente, essa ia ser uma coisa simples de fazer: simplesmente supervisionar as pessoas e resolver qualquer dificuldade que aparecesse. Mas, quando lidamos com pessoas, nunca é tão fácil assim.

Simplesmente pelo fato de eu estar em uma posição de liderança, representando a  autoridade, e ter de lidar com algumas situações praticas, senti uma certa rebeldia por parte de pessoas com quem nunca tive problemas. Nossa luta realmente nunca é contra pessoas, mas contra principados e potestades. Infelizmente, a rebelião influencia a todos nós.

Inicialmente, senti apenas uma pressão um pouco maior. Depois, surgiu um desafio. Uma menina em especial começou a tratar todo mundo mal, a ser grossa e a realmente fazer comentários destrutivos sobre muita gente na casa.

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A Hannah então veio falar comigo para fazermos algo a respeito. Afinal de contas, essa menina estava fazendo algo claramente errado e nós estávamos responsáveis pela casa. Na hora, foi fácil para mim dizer que sim, que deveríamos fazer alguma coisa, já que não me senti ofendida pessoalmente. Mas, logo depois, passei a sentir uma frustração e comecei a julgá-la no meu coração.

Felizmente, decidi que era melhor falar com pessoas próximas a ela para ver o que deveríamos fazer ao invés de simplesmente repreendê-la. Compartilhamos a situação com as lideres dela e elas basicamente disseram que essa menina sofria de rejeição e que o melhor era estender a graça.

Elas nos contaram que, na sua carne, ela buscava  ser rejeitada e repreendida para ter uma razão para se endurecer ainda mais. Elas disseram que precisávamos amá-la acima de tudo e que assim veríamos seu lindo coração. Para ser franca, na hora tomei as dores das outras pessoas que haviam sido ofendidas e não consegui ver nada de bom nela. Achei que elas estavam querendo ser boazinhas demais.

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Mas, no dia seguinte, falamos com a discipuladora da menina e ela nos contou que uma parente sua tinha acabado de morrer e que sua mãe estava muito mal. Por causa disso, ela estava descontando sua frustração em nós. Quando ouvi isso, senti uma forte convicção de pecado por julgá-la tão rapidamente e mudei minha atitude.

Desde então, comecei a trata-la com mais carinho e amor . Hoje, posso reconhecer que ela tem um coração lindo e sensível que, às vezes, age movido pela rejeição, e que está  muito machucado e necessitado de amor, cura e consolo… Ela precisou de ajuda para processar a dor. A grosseria dela era simplesmente um pedido por ajuda disfarçado.

Infelizmente, alguns meses depois, ela sofreu outra perda e começou a tratar todos mal de novo. Mas, dessa vez, discerni o problema e não caí na armadilha do diabo de entrar no mesmo espirito que ela. Eu a abracei e disse palavras de amor e consolo. Em segundos, ela começou a chorar e a expor sua dor por ter perdido mais uma pessoa que ela tanto amava.

Era a dor mal traduzida em raiva que precisava ser cuidada. Quando isso foi feito, eu e ela pudemos nos sentir livres para colocar as coisas diante de Deus e não nos prendermos a sentimentos destrutivos. Estávamos livres para sermos vulneráveis diante de Deus e ela recebeu o consolo de que ela precisava.

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A imagem acima não é 100% correta, pois Paulo era só o nome romano de Saulo, mas acho a ideia perfeita. Podemos ver que a nossa maior luta é não voltarmos a ser o velho homem. Não queremos cair nas velhas armadilhas de pecado, e sim viver em Espirito e em Verdade e nos amarmos uns aos outros diante dos desafios da vida.

Como Efésios 6 nos recomenda, tomemos a armadura da fé para vencermos os verdadeiros inimigos. Lutemos contra os principados e potestades, lutemos contra os nossos argumentos e nossos critérios de justiça e sigamos o coração do único que é Justo. Confiemos no Espirito de Deus se movendo nas pessoas. Só assim podemos trazer o Reino dos Céus à Terra.

Não podemos nos enganar, não há vitória em lutar contra o mal com as mesmas armas. Se nos deixarmos contaminar ao invés de trazermos transformação, perderemos, mesmo que “ganhemos” a discussão ou que “tenhamos razão”.

Eu te encorajo a hoje confiar na justiça de Deus e não na sua. Quando algo ou alguém te provocar ou irritar ou você achar que alguém está fazendo tudo errado, dê um passo atrás e peça a Deus que te permita ver a situação com os olhos dEle e que te mostre a estratégia certa para ter vitória.

caspian

Canções do dia:

“Abra os olhos do meu coração”

https://www.youtube.com/watch?v=DRmzDXXPLhA

“Did you hear the mountains tremble”

https://www.youtube.com/watch?v=764ad4lTS_Y

Recomendação de filme:

“Ben-Hur” Nele vemos a realidade de lutar contra o mal e é bem impactante!